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Oi, sou LUCIA IRENE REALI LEMOS... vejam meus projetos gráficos, alguns deles...

LUCIA IRENE REALI LEMOS

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Comunicativa, radicalmente ética, muito crítica, extremamente sorridente, romântica, revolucionária, poeta... "Todas as pessoasnascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas as outras com espírito de fraternidade" (Artigo I da Declaração Universal dos Direitos Humanos)
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4/13/2009

me abrace filho...

HOJE QUERIA O ABRAÇO DE UM FILHO como este da tela
de Cândido Portinari...!
3/3/2009

PAZ, AMOR E VIOLÊNCIA

PAZ, AMOR E VIOLÊNCIA

 

Marcos Monteiro*

 

            A terceira guerra mundial começou e fingimos que não notamos. O conflito saiu do nível institucional e tornou-se pessoal e generalizado, absolutamente sem controle. Guerra de todos contra todos, no espaço quotidiano, em que não enxergamos o inimigo, até porque os motivos dessa guerra são inumeráveis e, muitas vezes, indefinidos.

            As violências estruturais, mediadas pelas violências simbólicas e absolutizadas pelas violências sagradas, transformaram-se em embates concretos em que vítimas e vitimadores se confundem, em atitudes crescentes, alimentando aquela espiral de violência de que tanto falou Dom Hélder Câmara.            

            Toda atenção aos olhares denunciadores de todos nós. Medo, angústia, ódio, resignação, transmitidos por olhos esgazeados ou vazios, de quem é obrigado a viver em espaço e tempo belicosos. Treinamos, desde pequenos, defesa e ataque pessoal, com o corpo ou com armas, e o vocabulário a que estamos afeitos não é o de desfrute de uma vida prazerosa. A grosseria da caserna espalhou-se pela conversação civil e homens, mulheres e crianças agridem-se mutuamente com palavras, até de brincadeira.

            Urgentemente, então, temos de falar de paz e de propor mecanismos eficazes para que a paz se restabeleça. O primeiro passo é admitir que estamos em estado de sítio mal disfarçado, em que as instâncias de justiça agem como em regime de exceção. Desejável seria desarmar sociedade civil e militar para reduzir a mortalidade dos combates, mas a irracionalidade da convivência com a possibilidade súbita da morte não nos deixa muita esperança.

            A paz a ser proposta não pode ser a reedição da paz dos cemitérios, de que falavam as ligas camponesas nos anos sessenta. Se a violência é antes simbólica e estrutural não se pode alcançar a paz sem ressignificar símbolos e refazer estruturas. A distribuição desigual de poder, a assimetria nas relações sociais, a intolerância em diversos níveis simbólicos da sociedade, precisam ser superadas, em nome de novas configurações, inclusive dando consistência nova à antiga e combalida palavra "amor".

            Na banalização das palavras, o amor seria talvez o mais vulnerável dos vocábulos, exatamente por sua importância. Força cósmica, no "Banquete" de Platão, vínculo ecológico evolutivo, na obra de Maturana e Varela, e emergência crítica, no pensamento de Edgar Morin, o amor pode ser transformado em mercadoria barata, usada como cosmético das nossas estruturas e instituições.

            Na história, houve guerras prolongadas de trinta e de cem anos, e conflitos bélicos localizados nunca deixaram de existir. Mas uma guerra mundial traz seqüelas muito mais sérias e esta terceira guerra, está se prolongando muito mais do que devia. Como guerra generalizada, não pode ser vencida pela destruição do inimigo, mas pela reconciliação de todos. Nesse tipo de guerra, o único inimigo é a própria guerra que, nas palavras de Martin Luther King, só pode ser vencida pelo amor, já que "o amor é única força que vence o inimigo porque transforma o mesmo em amigo".

 

            Feira de Santana, 20 de fevereiro de 2009.

 

*Marcos Monteiro é assessor de pesquisa do CEPESC. Mestre em Filosofia, faz parte do colégio pastoral da Primeira Igreja Batista em Bultrins, Olinda, PE e da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA. Também é coordenador do Portal da Vida e vice-presidente do Centro de Ética Social Martin Luther King.

CEPESC – Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão.

E-mail cepesc@bol.com.br

Fone: (71) 3266-0055. Veja esse texto também no site www.portaldavida.net

 

2/21/2008

Não haverá um substituto para Fidel - por Ignácio Ramonet

Não haverá um substituto para Fidel

                                                                      Por Ignácio Ramonet.

A longa e extraordinária carreira política de Fidel Castro chegou ao fim - pelo menos no que se refere à presidência. Mas sua enorme influência irá continuar viva. Suas colunas regulares para o Granma, o jornal do Estado - para onde ele continuou escrevendo durante sua doença - irá continuar. Apenas agora, a assinatura será alterada- ao invés das reflexões do comandante chefe, agora será velho camarada Fidel. Os cubanos e observadores internacionais em geral continuarão lendo.

Não pode haver um substituto para Fidel. Não apenas por suas qualidades como líder, mas porque as circunstâncias históricas nunca serão as mesmas. Fidel presenciou tudo desde a revolução cubana até a queda da União Soviética, e décadas de confronto com os Estados Unidos. O fato dele se afastar em vida irá ajudar a assegurar uma transição em paz. O povo cubano agora aceita que o país ainda pode ser conduzido no mesmo caminho, mas por um time diferente. Há um ano e meio, eles estão se acostumando com a idéia, enquanto Fidel permaneceu teroricamente como presidente. Como sempre, Fidel era o mentor.

A coisa mais surpreendente que eu achei sobre esse homem, em mais de cem horas que passamos juntos em conversas para a compilação de sua memória, foi o quanto ele era modesto, humano, discreto e respeitoso. Ele tem uma enorme moral e senso ético. Ele é um homem de princípios rigorosos e existência sóbria. Ele também é – eu descobri – apaixonado pelo meio ambiente.

Ele não é nem o homem que a mídia ocidental pinta nem o super-homem que a imprensa cubana às vezes apresenta. Ele é um homem normal, ainda que um homem incrivelmente batalhador. É um estrategista exemplar, que conduziu sua vida com permanente resistência. Ele contém uma curiosa mistura de idealismo e pragmatismo: ele sonha com uma sociedade perfeita, mas sabe que as condições materiais são muito difíceis de serem transformadas.

Ele deixa seu gabinete confiante que o sistema político de Cuba está estável. Sua preocupação atual não é mais sobre o socialismo no seu país do que a qualidade de vida ao redor do mundo, onde muitas crianças são iletradas, famintas e sofrendo de doenças que poderiam ser facilmente curáveis.

Ele também pensa que seu país deve ter boas relações com todas as nações, independente de seus regimes ou orientações políticas. Agora ele está passando a responsabilidade para um time que já foi testado e no qual tem confiança. Isso não irá trazer mudanças espetaculares. Muitos dos próprios cubanos – mesmo aqueles que criticam aspectos do regime – não desejam mudanças. Eles não querem perder as vantagens que foram conquistadas, a educação gratuita até a universidade, o acesso gratuito e universal à saúde, ou o fato de que há segurança e paz, num país onde a vida é calma.

Relações com os EUA

E enquanto Fidel Castro atua em tempo integral como colunista, então, a principal tarefa de seus herdeiros políticos será a forma de enfrentar o desafio perpétuo de Cuba: as relações com os Estados Unidos. Nós devemos esperar para ver se vão ocorrer mudanças. Por duas vezes, Raul Castro anunciou que está preparado para dialogar com Washington sobre os problemas entre os dois países.

E os próprios Estados Unidos podem ter uma mudança em sua política. O democraca Barack Obama já sinalizou, por exemplo, desejo de interagir com países tidos como inimigos da América, como o Irã, a Venezuela ou Cuba. No entanto, uma imediata e radical mudança é improvável, embora exista razão para esperar que as eleições de novembro nos Estados Unidos provoquem ao menos no médio prazo uma atmosfera diferente dos anos Bush – uma gestão que Fidel considerou a mais perigosa dos 10 presidentes estadunidenses com quem ele teve experiência, não apenas para Cuba, mas também para o povo estadunidense e para o mundo.

A saída de Bush provavelmente conduzirá a uma reavaliação da política externa: aprendendo com as desastrosas lições do Iraque e do Oriente Médio e retornando o foco para a América Latina. Os Estados Unidos vão encontrar um cenário político transformado: pela primeira vez, Cuba tem verdadeiros amigos no governo na América Latina, sobretudo na Venezuela, mas também no Brasil, Argentina, Nicarágua e Bolívia, uma série de governos que não são particularmente pró-estadunidenses. É do interesse dos Estados Unidos redefinir suas relações com todos eles, de forma não-colonial, não-explorativa e baseada no respeito.

Ao mesmo tempo, Cuba tem desenvolvido estreita relações com países parceiros como a Alternativa Bolivariana para as Américas – uma organização política e econômica – e acordos com o Mercosul na área comercial. No quadro internacional maior, Cuba deixou de ser um caso único.

As mudanças mais visíveis que podem ocorrer no plano internacional são o fortalecimento dos laços com a América Latina. O socialismo será sem dúvida alterado, mas não nos moldes do que ocorreu na China ou no Vietnã. Cuba continuará seguindo o seu próprio caminho. O novo regime começará as mudanças no nível econômico, mas a perestroika cubana não a abrirá politicamente, não haverá eleições multiparditárias. Suas autoridades estão convencidas de que o socialismo é a correta escolha, mas o sistema deve ser sempre melhorado. E sua preocupação agora, mais do que o afastamento de Fidel, é ser unitário.

Mas em Cuba tudo é relacionado aos Estados Unidos: aquilo que é um aspecto global da política externa precisa ser compreendido. O afastamento de Fidel, antecipado há tempos, significa continuidade. Mas para a evolução dessa pequena nação histórica, a eleição de Obama poderia ser sísmica.

       *Ignácio Ramonet é diretor do jornal francês Le Monde Diplomatique.

 

2/12/2008

Quem tem medo de Maria do Rosário?

 
Quem tem medo de Maria do Rosário?

 

Por Ariane Chagas Leitão

Diretório PT/POA e Coletivo Nacional da JPT

 

Todos os petistas e até os não petistas são unânimes em reconhecer que os dois pré-candidatos do partido à Prefeitura de Porto Alegre são pessoas extremamente qualificadas, idôneas e representativas. Portanto, para qualquer observador externo o raciocínio lógico seria, bem, já que é assim temos apenas de ver qual dos dois têm as melhores condições eleitorais para possibilitar a vitória de nosso projeto e impedir a consolidação de nossos adversários neste espaço de poder. Infelizmente, não é assim.

Apesar de Maria do Rosário ser uma deputada conhecida nacionalmente por seu trabalho, campeã de votos em todas as eleições de que participou, vice-presidente nacional do PT, aparecendo muito à frente de Rosseto nas pesquisas e em condições de vencer Fogaça, as forças políticas hegemonizadas pela Democracia Socialista (DS) construiram a pré-candidatura do ex-vice governador, companheiro sem grandes vínculos com nossa cidade e tem insistido com a mesma. Inclusive, quando Rosseto teve problemas de saúde, felizmente superados, e não se sabia a gravidade da mesma, estas mesmas forças já articulavam um "plano B" com Raul Pont. Ou seja, qualquer alternativa desde que não seja Maria do Rosário. O que ocasionaria isto já que não existe nenhuma restrição de ordem pessoal ou política à companheira?

Robert Michels, o grande sociólogo alemão, maior teórico sobre partidos políticos nos fala da "lei de ferro das oligarquias", conseqüência inexorável dos grandes partidos de massa em serem dominados por um grupo que se perpetua nos postos de mando. Certamente em um partido democrático como o PT, com "tendências" organizadas, este fenômeno fica minimizado. Mas é fato que no Rio Grande do Sul o PT, nos últimos 20 anos, tem apresentado, com pequenas variações, os mesmos candidatos aos dois principais cargos executivos, o governo do Estado (incluindo o vice) e a Prefeitura da Capital (incluindo o vice): Olívio Dutra, Tarso Genro e Raul Pont. Nos últimos pleitos acrescentou-se o nome de Rossetto. Sem tirar o mérito destes grandes companheiros é indispensável, até para nossa própria sobrevivência eleitoral, que o PT construa outros nomes para representá-lo nos grandes embates eleitorais.

Ao lado deste fator, não haveria na resistência ao nome de Rosário, uma forte dose do machismo, uma vez que a política é um ambiente dominado pelos homens? O PT não é imune a esta cultura machista, bastando constatar que nunca tivemos uma mulher dirigindo o partido no estado, concorrendo ao governo estadual ou a Prefeitura de Porto Alegre. Mulheres competentes e comprometidas não nos faltam. Será que o problema de Rosário é ser mulher?

Realmente o discurso daqueles que resistem a candidatura de Maria do Rosário padece de um argumento convincente e a sua eleição para a Prefeitura teria um significado semelhante a eleição de um operário nordestino para a Presidência da República: romper com os preconceitos, aprofundar a democracia e construir uma nova cultura em nosso país. 

PT necessita de uma candidatura capaz de unificar o conjunto do partido e de vencer a poderosa aliança conservadora organizada em torno de Fogaça. Seria histórico podermos fazer isto elegendo a primeira mulher prefeita de Porto Alegre.

 

ACESSE:

www.oblogdaariane.blogspot.com

 
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Boca abertaCoisa boa você por aqui.!!! Deixe uma mensagem, uma sugestão, uma crítica...Sei lá, qualquer coisa. Manifeste-se! Obrigada pela visita!

Um grande abraço, socialista e feminista!

Lucia

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